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Thursday, October 06, 2005

Fuso difuso/curadoria e crítica de Odilon Cavalcanti


Agô, Seu Tranca.
por Odilon Cavalcanti

artista plástico/curador/educador
fotos e projeto Nara Gualberto/
Malouh Gualberto

edição: Gabi Gualberto


Tarefa ingrata: testemunhar com palavras, imagens que valem por mil. Dois mil no caso. Vezes 4. não sou tão prolixo.Tarefa ingrata: comentar trabalho de pessoas tão próximas. Mulher e filha. Tarefa ingrata: achar na coincidência do fuso horário e de temas sacados da vida cotidiana a distância que tranca a presença com chave que a lembrança e a tecnologia ousam burlar. Tarefa ingrata: comentar a luz que o mesmo sol espalha para todos. Comentar as luzes diversas que flashs distintos iluminam para sensibilidades distintas de máquinas distintas. Uma simples, de poucos recursos e muitas surpresas, que o olhar de Malouh revelam com uma poética que poucas vezes deixam de me fazer abrir os olhos um pouco mais (a surpresa arregala os olhos). Outra, sofisticada, que a capta diferenças cromáticas e de luz que o olhar clínico de Nara separa do mundo para nos mostrar: olha aqui: o mundo pode ser muito revelador quando olhado com esta intensidade. Tarefa ingrata: comentar forma e conteúdo de um olhar que é para todos e para todos os comentários: uma porta, uma fechadura, uma tranca. O mesmo medo que impõe limites para o outro. Para o que não respeita limites. E que nos põe a chave na mão para abrir ou pra fechar. A porta como limite do lar sagrado em contraposição com o espaço profano das ruas onde se dá passagem a quem quer e quem queira. Limiar da identidade e do mundo: chave, corrente e/ou mandinga de defesa. Pra todo mundo poder só deixar entrar o que lhe convém. Penso na Internet, nos harkers invasores, no respeito de quem constrói e no desrespeito de quem destrói. Penso na mandinga tecnológica do “fire wall” que protege estas máquinas. Tarefa ingrata. Penso em Nara e na Malouh e como estas imagens e o exercício desta proposta de construção de um blog de confuso fuso as trazem mais para perto, entre si e para mim e o mundo. Grata tarefa. A porta que se fecha é a porta que se abre. Mundo, vasto mundo...o resto do poema do dia a dia.

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