Se v. considerar o título do post anterior em função deste, aí v. constrói uma perspectiva. É a presença desta perspectiva que está sempre presente nas fotos de Malouh. Ela conta uma história em um único frame. Atrás de um primeiro plano, ela permite emergir, em seu olhar, segundos planos. Ao contrário de Nara, a ela não interessa as técnicas, os cálculos, a premeditação. Ela só se satifaz quando sua intuição trabalha junto com a intenção. É nesse momento que a poética de seu olhar dá um click. Em parceria com sua simples e tecnicamente surpreendente Polaroid digital.É neste momento, único, que a consciência se une ao vir-a-ser para registrar a poesia. Malouh mesma se surpreende e surpreende a todos nós com a qualidade imanente de sua percepção da vida e das coisas, qualidade que exerce não só em relação à fotografia, mas à arte, à cultura, à política e todos as outras manifestação da antropologia humana.
Que ela refaz continuamente em reflexões cada vez mais profundas. Criar, para ela, tem que ser como as funções humanas mais simples e vicerais: “...tem que ser como tomar café, escovar os dentes, fazer xixi” disserta ela sobre como encara o exercício da fé e da religião. E eu devolvo, com toda fé, também, sobre a sua fotografia.


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